terça-feira, 7 de junho de 2011

Balada de Outono.

Olhou pra mim,disse pra esperar.
Fugiu de mim,me liga sem parar.
A voz é parceira,o pulso é grande.


O abraço é vaga para o futuro.
Sei pouco de mim,mas sei que em ti espero conhecer-me.
Fazer de mim um véu de estrelas,quando me casar com você.

Me casar com você,quero.

Pontas dos dedos puxam as cortinas,risos turbulentos prendem o ar.

Turbinas 2 a 2:

Quando eu digo que o oceano é fundo,
abrem-se os porões da saudade;

Puxa essa cortina, abre essa janela!
Que ele manso
Torrente
Vai entrar...

O poema anda moderno,o Amor chegou.

O meu coração tem fios wi-fi

E o poema anda moderno.

Já que minha mente anda abalada pelo amor;

Balada de Outono.

Carmina,est.Poema és;

Amor!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O caminhar se espelha no Céu

O menino deve seguir o caminho por onde olham os olhos do homem, enquanto o homem, deve seguir sem cessar os pés do menino.

Olhar,observar.

Entender,ou tentar esse menino perdido na memória e que agora quer novamente sonhar.

Fotografar cada vitória, cada transição de personalidade pelos anos que mudam o menino.
Lembrar. Ao menos sentir que já soube, de cada canto de boca puxado por um sorriso, por um espelho,que é o que o homem vê no menino.

O menino
é que se espelha no homem, e abre os braços para que ao ser abraçado pelo homem, sinta-se completo
ou compreendido ao menos na incompreensibilidade do seu próprio ser.

Pra quem sabe ter, pra quem saber ver um filho,e sentir que o espelho é o desejo do menino, ou a criação do Homem.
[O coração do homem lateja].

O menino anseia.
a a
a a

O desejo estampa o choro da desilusão.

Que traz em si ao ver o homem, querer no menino, brotar a angústia de ser
mais do que o espelho
já foi capaz de refletir.

O menino, quer os olhos do homem pousados sobre ele, e só!

Quer seguir os olhos do homem, sobre a imensidão dos desejos surdos.

Enquanto o homem chora as suas memórias.

Egoísta.


[Não pensa]
[Não olha]
[E não vê]

A dor de ser menino.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Hug me like a shooting star.

Cante e clareie
O dia, o meu olhar.
Viva e desfaça todo o chão que eu pisar
Que assim quando eu tropeçar
Em um salto de vida
Hei de cair em seu olhar.

Clareia meu salto de vida
Ó salteador.
Como uma estrela
Enlace,brinque,me divirta.

Onde o sol se põe mais tarde que a lua
E a tua
Verdade é a que eu quero ver.

Colecione tudo, e o que resta é fato,
Um rastro, nessa constelação.

Um corpo de estrada.

Como um desenho
Bem feito,
Clareie
E salte.

Abrace-me até quando não tiver mais certeza.
Que a certeza, que eu não tenho
É a mesma que enche meu cálice.
Abrace-me,
Que quero mais é viver.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Demônios e seus antônimos.

Talvez quando o terror e o medo
se alastrarem pelo meu coração
eu venha te deixar.

Pois é exatamente quando eu saberei
que a ânsia
que engole minha alma
é a mesma que vicia
meu corpo ao teu.

É exatamente quando
eu deixarei teu peito.

Em minha calma,
se eternizar.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A mulher da minha vida acaba-se de sentar ao meu lado.

A mulher da minha vida não tem cabelos alisados artificialmente ou corpo de plástico.
A mulher da minha vida tem um cheiro no cabelo do mesmo shampoo que o meu.
Exatamente.
Ela tem as unhas vermelhas, quadradas, mas não tão longas.
Tamanho médio, 38.
Essa mulher não deixa as palavras soltarem da minha boca, brincarem, cantarem ou qualquer ação que a convide a conversar.
Nada.
Nada sai.
Ela cruza as pernas e apoia a cabeça no vidro da janela, puxando a cortina para trás e olhando tão fixamente pra fora que quer que o mundo caia em seu colo com presentes divinos.
O dia é tão quente que vejo a alça da sua blusa com vários fios de cabelo se embrenhar.
Ela levanta os braços dobrados e vejo seus cotovelos.
Ela não entende por que a olho.
Não entende algo familiar que viu em mim.
E que no próximo segundo, em um rápido deslize somado a um motorista do carro da frente ao celular fará sua borrachinha de cabelo cair.
Eu irei pegá-la.
Olhar fundo nos olhos dela e depois desviar ao chão dizendo - De nada.
As mãos não são tão bonitas e são um pouco grosseiras.
Mas as unhas bem cuidadas tornam detalhes físicos quase que somente detalhe.
Ela me perguntou as horas e o ônibus já estava na praia.
Eu tinha só mais dois pontos para perguntar a ela se comigo queria se casar.
A mulher da minha vida estava sentada do meu lado e não me hesitei.
Se da minha vida ela é, a própria me fará encontrá-la novamente.
E já com esse discurso blasé de quem encontra
o primeiro amor em ônibus
a pedirei em namoro depois de com ela sair algumas vezes.
Contarei para os meus netos que minha juventude era luxo:
Só de Mercedes andava, e uma vez a mulher mais linda da cidade se sentou ao meu lado.
Ela tem as unhas vermelhas, quadradas, mas não tão longas.
Quero me casar.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A almaesper a.

A alma espera.
Espera o corpo saber
Que o espírito
Necessita mais de alma que carne.
A alma,
Quer saber
E te dizer
Se tudo é
ou não
nobre.
O sentimento
Ou o viés?
O copo.







O torso
O barril
Ou a alma?
Se tudo é nobre,
A alma espera.
Espera o corpo saber ;
Que o espírito
Necessita mais de almadoque carne.


Que insiste


Em esperar.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Verão.

Tua nau
é como o incerto
que persiste
em naufragar
dentro de mim.

Não é de ti que falo
Ó príncipe.

É dessa solidão.
Aportada.
Apartada.

Dessa areia quente
e sonolenta.
Onde fecho os olhos,
Viro as pernas
Contorno o tempo
Fujo das horas
E digo:
Que tarde imensa
Que dia quente
Que há dentro de mim.

Tu não és

E eu não sou,

Parte de mim.