quarta-feira, 10 de abril de 2019

Óculos

Vão dizer que sou boba e não gosto de ouvir
Prefiro ouvir que não gosto de ler
Porque leio você e tudo embaça

Não vês essa janela em meu olhar?

Abraço o céu que permito acima de mim estar
E esse outono macio vem me abraçar
Não sou eu que te conto o que eu quero mais
É o meu silêncio que tem gritado rouco no meu olhar.
Não vês ou não lês essa mulher em mim?

Quando eu me eternizar

Te ter em meus ombros
Minha bela criança
Te abraçar com o olhar.
Sentir tão completa
Que explodiria a luz das estrelas
e eu te diria
Bom dia, é hora de despertar.

Ser racional

Os dedos entrelaçados
O olhar perdido na boca.
Ficam-se os anos,
parte-se o alvo.
Vive-se o adeus.
Quando é que isso pára?
O que é que não se explica?

Na roda-gigante da vida
Todas essas esquinas,
São palco para o nosso abraço.

Longe Morada

Me olhe como fosse mãe, acarinha-me como se fosse neta.
Brinca no meu cabelo como se fosse abelha
Aninha em meu colo como se fosse furão
Me abraça
te abraço
somos família.