quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Save,porto seguro.

Poesia feita há mais de dois anos, creio que era outono.
Oyasuminasai.



Save, porto seguro.

Um barco no oceano é a chegada em um porto,
Mas a solidão em um homem é um barco em alto mar.




E há quem diga que tudo pode ser refeito.
Há quem sinta o cheiro de rosas veraneias em pleno outono chuvoso.
Há postes e luzes se sobressaindo pelo frio da noite...
Onde nenhum cavalheiro se põe a falar sobre o dia de sol.

Ah se todos circulassem pelo mesmo caminho...
Viriam que a sós se confundem mais que viajantes em terras distintas.

Se todos os viajantes entendessem de que é de porto em porto
que um navio se aporta em plena segurança...

Mas um navio não ficará para sempre em um porto...
Pois não é pra isso que um navio é feito;
Madeira sobre madeira.
Junta sobre junta.
Aço sobre aço.

Em cada esquina do mundo um poste.
A cada choro irradio um sonhador...
Uma solidão, um viajante, um barco, um porto.

Mas que adiantaria a segurança de um porto
Comparada ao indelicado desejo de viver?
O destino faz rotas como um barco.
E se esvai em linhas, como oceanos a se encontrar.

Um barco no oceano é a chegada em um porto,
Mas a solidão em um homem é um barco em alto mar.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

nada fica depois do sol.

A febre já passou.
deixa eu ver o sol,levantar desse colchão.
ver com os olhos da cara
assistir de camarote ás 5 a mais bela visão

doença não é nada não
o amor sempre desbota meu irmão
como um barco a navegar
uma ave a voar
eu vou com meus pes ver o sol sair
cambaleando de suor
mas forte como um cão
a prisão do alto mar ja se abriu depois das 5
e eu continuo com meu bote
e os remos a mão.

Vamos passear alem do mar
molhar o suor e secar os olhos
nada fica depois do sol
e a lua traz as estrelas que caem no mar.

Eu feliz e forte como um cão
meu sorriso é um outdoor cor de rosa
como diria o cantor de bolero
com os meus sapatos meus pés vão a se encaixar
e as minhas medeixas continuam a brilhar
sobre o sol em seu por de sol.

Não se afobe não...

As quartas me são como um calo
Um vínculo ao só e o desapego as virtudes.

Quartas são como a morte do pensamento
e o breve pensar do coração.
Quartas são como a culpa em uma alma lavada,
são como o café que espera quente ao meu lado.
como a paciência menos que a minha de se esfriar.

........"Não se afobe não que nada é pra já,o amor não tem pressa ele pode esperar em silêncio"...

Na espera restante,no múltiplo tempo
Em lugares opostos
E m mundos estelares
Em gestos noturnos
Em copos profundos
Em solidão,á beira do toque.

Já fiz tantas palavras,já cantei e encantei quantos seres.
Aquele pedaço de pó branco garrado no canto da janela
É como o amor que ainda resta.
Quando se aprende a amar de novo.
Quando se fazem sóis e risos em meio a um oceano atlântico.
Quando se quer mais que se pode e quando se engana mais que perfeitamente.
Quando se morre.
E vê.
Que a morte,foi certa.
Era pra ser.Pra sempre.
Paixão de grande ala,a beirada do abismo á fonte.

Era pra ser eu e você,mas o orgulho me visitou
e disse.paz,ao seu coração.
O medo se fez conta,se fez análise e pranto em nota.
O orgulho dói.
E ele só vem quado se chama e se vê que o acaso não se via em undos,não se queria dividir,não se fazia absurdo.
seria assim melhor calar-se,e se ver contemplando um sorriso que não é seu, nem parte do seu...
e mesmo assim de tanto amor a felicidade é serena objetiva e mórbida...
Não se afobe não...