Cante e clareie
O dia, o meu olhar.
Viva e desfaça todo o chão que eu pisar
Que assim quando eu tropeçar
Em um salto de vida
Hei de cair em seu olhar.
Clareia meu salto de vida
Ó salteador.
Como uma estrela
Enlace,brinque,me divirta.
Onde o sol se põe mais tarde que a lua
E a tua
Verdade é a que eu quero ver.
Colecione tudo, e o que resta é fato,
Um rastro, nessa constelação.
Um corpo de estrada.
Como um desenho
Bem feito,
Clareie
E salte.
Abrace-me até quando não tiver mais certeza.
Que a certeza, que eu não tenho
É a mesma que enche meu cálice.
Abrace-me,
Que quero mais é viver.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Demônios e seus antônimos.
Talvez quando o terror e o medo
se alastrarem pelo meu coração
eu venha te deixar.
Pois é exatamente quando eu saberei
que a ânsia
que engole minha alma
é a mesma que vicia
meu corpo ao teu.
É exatamente quando
eu deixarei teu peito.
Em minha calma,
se eternizar.
se alastrarem pelo meu coração
eu venha te deixar.
Pois é exatamente quando eu saberei
que a ânsia
que engole minha alma
é a mesma que vicia
meu corpo ao teu.
É exatamente quando
eu deixarei teu peito.
Em minha calma,
se eternizar.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
A mulher da minha vida acaba-se de sentar ao meu lado.
A mulher da minha vida não tem cabelos alisados artificialmente ou corpo de plástico.
A mulher da minha vida tem um cheiro no cabelo do mesmo shampoo que o meu.
Exatamente.
Ela tem as unhas vermelhas, quadradas, mas não tão longas.
Tamanho médio, 38.
Essa mulher não deixa as palavras soltarem da minha boca, brincarem, cantarem ou qualquer ação que a convide a conversar.
Nada.
Nada sai.
Ela cruza as pernas e apoia a cabeça no vidro da janela, puxando a cortina para trás e olhando tão fixamente pra fora que quer que o mundo caia em seu colo com presentes divinos.
O dia é tão quente que vejo a alça da sua blusa com vários fios de cabelo se embrenhar.
Ela levanta os braços dobrados e vejo seus cotovelos.
Ela não entende por que a olho.
Não entende algo familiar que viu em mim.
E que no próximo segundo, em um rápido deslize somado a um motorista do carro da frente ao celular fará sua borrachinha de cabelo cair.
Eu irei pegá-la.
Olhar fundo nos olhos dela e depois desviar ao chão dizendo - De nada.
As mãos não são tão bonitas e são um pouco grosseiras.
Mas as unhas bem cuidadas tornam detalhes físicos quase que somente detalhe.
Ela me perguntou as horas e o ônibus já estava na praia.
Eu tinha só mais dois pontos para perguntar a ela se comigo queria se casar.
A mulher da minha vida estava sentada do meu lado e não me hesitei.
Se da minha vida ela é, a própria me fará encontrá-la novamente.
E já com esse discurso blasé de quem encontra
o primeiro amor em ônibus
a pedirei em namoro depois de com ela sair algumas vezes.
Contarei para os meus netos que minha juventude era luxo:
Só de Mercedes andava, e uma vez a mulher mais linda da cidade se sentou ao meu lado.
Ela tem as unhas vermelhas, quadradas, mas não tão longas.
Quero me casar.
A mulher da minha vida tem um cheiro no cabelo do mesmo shampoo que o meu.
Exatamente.
Ela tem as unhas vermelhas, quadradas, mas não tão longas.
Tamanho médio, 38.
Essa mulher não deixa as palavras soltarem da minha boca, brincarem, cantarem ou qualquer ação que a convide a conversar.
Nada.
Nada sai.
Ela cruza as pernas e apoia a cabeça no vidro da janela, puxando a cortina para trás e olhando tão fixamente pra fora que quer que o mundo caia em seu colo com presentes divinos.
O dia é tão quente que vejo a alça da sua blusa com vários fios de cabelo se embrenhar.
Ela levanta os braços dobrados e vejo seus cotovelos.
Ela não entende por que a olho.
Não entende algo familiar que viu em mim.
E que no próximo segundo, em um rápido deslize somado a um motorista do carro da frente ao celular fará sua borrachinha de cabelo cair.
Eu irei pegá-la.
Olhar fundo nos olhos dela e depois desviar ao chão dizendo - De nada.
As mãos não são tão bonitas e são um pouco grosseiras.
Mas as unhas bem cuidadas tornam detalhes físicos quase que somente detalhe.
Ela me perguntou as horas e o ônibus já estava na praia.
Eu tinha só mais dois pontos para perguntar a ela se comigo queria se casar.
A mulher da minha vida estava sentada do meu lado e não me hesitei.
Se da minha vida ela é, a própria me fará encontrá-la novamente.
E já com esse discurso blasé de quem encontra
o primeiro amor em ônibus
a pedirei em namoro depois de com ela sair algumas vezes.
Contarei para os meus netos que minha juventude era luxo:
Só de Mercedes andava, e uma vez a mulher mais linda da cidade se sentou ao meu lado.
Ela tem as unhas vermelhas, quadradas, mas não tão longas.
Quero me casar.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A almaesper a.
A alma espera.
Espera o corpo saber
Que o espírito
Necessita mais de alma que carne.
A alma,
Quer saber
E te dizer
Se tudo é
ou não
nobre.
O sentimento
Ou o viés?
O copo.
O torso
O barril
Ou a alma?
Se tudo é nobre,
A alma espera.
Espera o corpo saber ;
Que o espírito
Necessita mais de almadoque carne.
Que insiste
Em esperar.
Espera o corpo saber
Que o espírito
Necessita mais de alma que carne.
A alma,
Quer saber
E te dizer
Se tudo é
ou não
nobre.
O sentimento
Ou o viés?
O copo.
O torso
O barril
Ou a alma?
Se tudo é nobre,
A alma espera.
Espera o corpo saber ;
Que o espírito
Necessita mais de almadoque carne.
Que insiste
Em esperar.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Verão.
Tua nau
é como o incerto
que persiste
em naufragar
dentro de mim.
Não é de ti que falo
Ó príncipe.
É dessa solidão.
Aportada.
Apartada.
Dessa areia quente
e sonolenta.
Onde fecho os olhos,
Viro as pernas
Contorno o tempo
Fujo das horas
E digo:
Que tarde imensa
Que dia quente
Que há dentro de mim.
Tu não és
E eu não sou,
Parte de mim.
é como o incerto
que persiste
em naufragar
dentro de mim.
Não é de ti que falo
Ó príncipe.
É dessa solidão.
Aportada.
Apartada.
Dessa areia quente
e sonolenta.
Onde fecho os olhos,
Viro as pernas
Contorno o tempo
Fujo das horas
E digo:
Que tarde imensa
Que dia quente
Que há dentro de mim.
Tu não és
E eu não sou,
Parte de mim.
domingo, 17 de outubro de 2010
Mañana 1102.
Há um desejo em mim.
Algo sórdido
que me faz rir e gargalhar como um grilo.
Há vontade compartilhar acasos, casos e melodias com você.
seu peitoral é como um grito em noite sem luz.
e você uma platonice em 0,1 porcentada em curiosidade.
você me chama a atenção.
e eu vou te ver amanhã.
Algo sórdido
que me faz rir e gargalhar como um grilo.
Há vontade compartilhar acasos, casos e melodias com você.
seu peitoral é como um grito em noite sem luz.
e você uma platonice em 0,1 porcentada em curiosidade.
você me chama a atenção.
e eu vou te ver amanhã.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Dá-me.
Dá-me tua mão.
Enquanto eu penso que não quero te ter mais, dá-me tua mão.
Enquanto eu digo que quero trocar de par, dança comigo.
Enquanto eu penso em outro homem; beije-me.
Faça com que os meus olhos castanhos, reflitam mais vezes no seu.
Porque ultimamente nem tenho te olhado nos olhos.
Falta-me coragem, de dizer que não te amo.
Falta-me fogo, paz e saudade.
Falta-me aventura; Falta-me a falta, ficar longe de você.
Vive-se o pranto, angústia, e preocupação minha contigo.
Vivem-se dias [de preocupação].
Desapego
Desespero.
Não me ligue mais, eu digo:
Quando eu ligar, não atenda por favor.
Enquanto eu penso que não quero te ter mais, dá-me tua mão.
Enquanto eu digo que quero trocar de par, dança comigo.
Enquanto eu penso em outro homem; beije-me.
Faça com que os meus olhos castanhos, reflitam mais vezes no seu.
Porque ultimamente nem tenho te olhado nos olhos.
Falta-me coragem, de dizer que não te amo.
Falta-me fogo, paz e saudade.
Falta-me aventura; Falta-me a falta, ficar longe de você.
Vive-se o pranto, angústia, e preocupação minha contigo.
Vivem-se dias [de preocupação].
Desapego
Desespero.
Não me ligue mais, eu digo:
Quando eu ligar, não atenda por favor.
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